Há algum tempo que publiquei aqui pela ultima vez, e sobre esse tempo todo, muitas coisas aconteceram, impossível não ter mudado a forma de pensar, e principalmente a forma de agir.
Aprendi muito a me conhecer, e a me aceitar da forma como eu sou. Aceitar as pessoas da forma como elas são. Não quero mais mostrar tanto o que eu sinto, ou o que eu penso, mas não consigo não fazer isso. É como se fizesse parte de mim expor, expressar, desabafar o que eu sinto aqui dentro, e como na verdade aprendi a ver como eu sou e o que eu sou, e tenho tentado cada vez mais me aceitar, de nada adianta fugir das raízes.
Talvez seja uma boa contar de um sonho, um sonho que me marcou. Marcou em lagrimas, em cheiros, em toques.
Eu me via no colo dele, da escada da minha casa, sentia ele passando as mãos pelos meus cabelos, como um carinho, uma carícia, praticamente um ato de cuidado, e acima de tudo, de amor. Com vontade de sentir na pele aquele carinho, eu me vi ali, com a cabeça apoiada sobre suas pernas, sentindo com todos os detalhes aquele momento, aquele carinho. Os olhos dele em nada mudaram nesses anos todos, aquele brilho no sorriso que eu não vejo em ninguém igual, era dele. É dele.
A porta estava aberta, e o sol tava forte na rua, ele me puxou pela mão e fomos até a praia, o cheiro dele ainda é o mesmo, o perfume da pele dele, do cabelo, que pelo que eu vi ele mantém no mesmo corte.
Segurou minha mão, me abraçou, e nada foi dito, palavras não foram necessárias, me senti tão completa e feliz, tão repleta de alegria e de felicidade, que eu não queria acordar daquele sonho.
Aprendi algumas técnicas, que me permitem "moldar" meus sonhos, mas esse, eu não consegui, eu só vivi ele naquele instante, só recordei e senti a presença do meu querido, do meu amor ali, na minha casa, segurando minha mão, e isso foi tão forte que quando eu acordei a ausência dele ali me fez chorar, chorar de saudade.
Entre tantos "problemas" diários, entre tantos "me esqueci", ou "depois eu faço", não consegui deixar pra depois as lágrimas de saudade e a vontade de estar junto, no colo, como na ultima vez, há quinze anos.
Nem o tempo pôde deixar pra depois a distância infinita que nos separa, e agiu antes que eu pudesse pensar na existência desse infinito.
Tão jovem eu era, tão jovem eu ainda sou, e a saudade continua aqui, sempre viva. E aquele "sonho", pra mim foi uma visita, um dos nossos tantos encontros, onde ele sempre me dá um colo, me acalma, e me faz lembrar da saudade, que assim como muitos sentimentos que eu tenho, deixo adormecida por não poder expressar o tanto quanto eu gostaria, ou me permito. O orgulho, e o medo de chorar ao pensar nele me impedem de fazê-lo.
Enfim, encontros sempre são bem vindos, e eu morro de saudade, pra bem da verdade, ainda morro dessa doença chamada saudade.
Jami!
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
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